Português

Americanos apoiam plano de saúde administrado pelo governo

By Emanuela P. Lima

Americanos demonstram grande apoio por mudanças substanciais no sistema de saúde Americanos demonstram grande apoio por mudanças substanciais no sistema de saúde Os americanos demonstram grande apoio por mudanças substanciais no sistema de saúde e dão grande suporte a uma das propostas mais controversas que o Congresso está considerando, um seguro gerenciado pelo governo para competir com seguradoras privadas, de acordo com a mais recente enquete do New York Times/CBS News.

A enquete descobriu que a maioria dos americanos estaria disposta a pagar taxas mais altas para que todos pudessem ter plano de saúde e dizem que o governo poderia empenhar-se mais para manter os custos de saúde abaixo dos do setor privado. A pesquisa revelou ainda preocupação considerável sobre o impacto do crescimento do envolvimento do governo, tanto na economia quanto na qualidade dos planos de saúde pesquisados. Enquanto 85 por cento dos que responderam dizem que o sistema de saúde precisaria ser mudado fundamentalmente ou completamente reconstruído, 77 por cento disseram que estavam de certa forma satisfeitos com a qualidade de seus próprios planos. Dentre várias questes, a pesquisa detectou apoio substancial a um maior papel do governo no setor de saúde, uma posição geralmente identificada com o Partido Democrático. Quando perguntados sobre qual partido estava mais propenso a melhorar o sistema de saúde, somente 18 por cento dos pesquisados disseram que os Republicanos, comparados a 57 por cento dos que escolheram os Democratas.

Até um entre quatro Republicanos disseram que os Democratas fariam melhor.A pesquisa telefônica nacional, conduzida de 12 a 16 de junho, descobriu que 72 por cento dos pesquisados apoiavam um seguro de saúde administrado pelo governo - algo como Medicare para aqueles com menos de 65 anos - que concorreria por consumidores das seguradoras privadas. Vinte e dois por cento disseram que se opem.

Os Republicanos no Congresso criticaram agressivamente a proposta como uma expansão desnecessária do governo que poderia evoluir para um sistema de cobertura de saúde nacionalizado e levar ao racionamento da assistência. Mas na enquete, a proposta recebeu grande apoio bipartidário, com metade daqueles que se autodenominam Republicanos dizendo que apoiariam um plano público, junto com quase três quartos dos independentes e quase nove entre 10 Democratas. A enquete, com 895 adultos, tem uma margem de erro de amostragem de mais ou menos três pontos percentuais.Sr. Obama e muitos Democratas argumentaram que um plano público seria essencial, nas palavras do presidente, "para manter as companhias de seguro honestas". Mas Obama também sinalizou uma vontade de se comprometer a um apoio Republicano, talvez ao estabelecer, ao invés disso, cooperativas de seguro de propriedade dos membros.

Em 21 de junho de 2009, em uma entrevista para o programa "This Week" da ABC com Senadores Chris Dodd, D-Conn., e Lindsey Graham, RS. C., Graham disse que um plano de saúde mantido pelo governo não vai ser aprovado no Senado porque seria "devastador para esse país".

"A última coisa no mundo na qual eu pensaria que Democratas e Republicanos fariam no fim das contas é criar um sistema de saúde administrado pelo governo em que você tem um burocrata parado entre o paciente e o médico", disse a Senadora Lindsey Graham, RS. C.Senador Chris Dodd, D-Conn., apoia a opção pública, e acredita que reduzir o preço sem ela é impossível. "Se não há competição lá fora para baixar o custo total" - custos aumentaram 86 por cento desde 1996 - "a família trabalhadora americana não pode pagar". Para uma família de quatro pessoas dá $12,000. Disseram que em 20 anos, poderia ser metade do faturamento de uma família gasta em prêmios de seguro. Isso é inaceitável".

Em uma coletiva de imprensa em 23 de junho, Presidente Obama disse que ele frequentemente recebe cartas, duas, três por dia, de famílias que não têm seguro de saúde, estão falindo, estão prestes a perder seu seguro, têm dedutíveis que são tão altos que, mesmo com seguro, eles acabam com $50,000, $100,000 de débito, e tem risco de perder suas casas.

"O que deve fazer parte da reforma é garantir que, mesmo tendo seguro de saúde agora, não ficará preocupado caso perca o emprego, ou seu empregador resolva mudar os regulamento da empresa, que você ficará ao relento".

O presidente continuou mencionando o caso de uma mulher que estava em Wisconsin que ele conheceu em Green Bay. Ela tinha 36 anos, fez du- pla mastectomia; o câncer de seio agora mudou atingiu os ossos. A mulher tem dois filhos pequenos, um marido com emprego. Eles tinham seguro de saúde, mas ainda estão com $50,000 em débito.

"Essas são as coisas que estou priorizando".

Obama descreveu o plano público, como uma ferramenta importante para disciplinar empresas de seguro. "Vamos ter um sistema, da mesma forma que os funcionários públicos federais têm, que nós chamamos de intercâmbio, mas você pode chamar de mercado aberto, onde, essencialmente, você tem vários planos diferentes".

"Não há dúvidas que devemos preservar o que é bom do nosso sistema de saúde, e isso significa permitir aos americanos que gostam de seus médicos e seus planos de saúde que os mantenham. Mas ao menos que consertemos o que está quebrado em nosso sistema atual, o plano de saúde de todos está em jogo".

Fonte: Enquete do New York Times/ CBS News, transcrição do ABC News "This Week", e transcrição Congressional Quarterly.