Gripe suína: Produção de vacina no Brasil só deve acontecer no ano que vem
A vacina contra a gripe suína deverá ser produzida no Brasil pelo Instituto Butantan,
O Instituto Butantan não terá capacidade para produzir toda a vacina que o país precisará nessa eventual segunda onda da doença em São Paulo, somente no ano que vem. A Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não encaminhou ao Butantan a cepa do vírus. O secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, no entanto, nega que o atraso por parte da OMS tenha adiado a produção da vacina aqui no Brasil. O país já registrou 11 mortes causadas pela doença, além de 1.175 pessoas infectadas.
O Ministério da Saúde, por meio de nota, reiterou que a vacina ainda não existe e que ela está sendo colocada na estratégia mundial de combate a uma eventual segunda onda da doença, que aconteceria no próximo inverno - no primeiro semestre no hemisfério norte e no segundo, no hemisfério sul.
"A vacina não servirá agora, mas esse não é um problema grave", avaliou Reinaldo Guimarães. O secretário reforçou que as pessoas que apresentam sintomas gripais devem se precaver procurando atendimento médico em postos de saúde e ambulatórios.
"Apenas os que tiverem um agravamento (do quadro clínico) serão encaminhados para hospitais de referência", disse. Segundo o Ministério da Saúde, provavelmente, o Instituto Butantan não terá capacidade para produzir toda a vacina que o país precisará nessa eventual segunda onda da doença, já prevista pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A pasta informou que ainda está avaliando a possibilidade de comprar vacinas acabadas de outros fabricantes, caso isso seja necessário.
A partir do dia 20 de Julho, o Exército irá monitorar 34 pontos de fronteira do Sul com Argentina, Uruguai e Paraguai. Em Osasco, na Grande São Paulo, município que já registrou duas mortes pela doença, o Exército ajudará no atendimento a pessoas com sintomas do vírus a partir do dia 23.
Até 2 mil infectados no Rio GraNde do Sul
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul estima que entre 1,5 mil e 2 mil pessoas estajam infectadas pela gripe suína no estado. Segundo o secretário, Osmar Terra, embora a doença progrida rapidamente, a maior parte dos casos dispensa internação e pode ser tratada em casa.