Português

Janet Napolitano prevê Reforma Imigratória em 2010

Por Khalil Abdullah

Tempo é tudo nas artes da guerra ou da política, de acordo com o discurso de 13

de novembro da Secretária de Segurança Nacional Janet Napolitano sobre a necessidade de reforma imigratória."Agora, enquanto todos podem concordar que o status quo não está funcionando, o que as pessoas podem não estar cientes é do quanto o panorama da imigração tem mudado desde que os esforços da reforma imigratória falharam em 2007", disse Napolitano. "Tenho trabalhado diretamente com assuntos imigratórios desde 1993, então confiem em mim.

Conheço uma grande mudança quando vejo uma, e o que tenho visto torna a reforma muito mais viável dessa vez". O discurso de Napolitano no Center for American Progress (CAP) - Centro Americano para o Progresso - , em vez de ser um ato heróico retórico, foi uma recitação finamente calibrada da lista de desejos da administração Obama e uma base para os componentes de um pacote de reforma imigratória completa que se espera que passe no Congresso em 2010. Nos seus termos mais amplos e simples, ela descreveu um "'banco de três pernas' que inclui um comprometimento para exercer um reforço rigoroso e efetivo, melhorias nos fluxos legais para famílias e trabalhadores, e uma maneira firme mas justa de lidar com aqueles que já estão aqui".

Em relação ao último componente, como resolver o status legal e questes de residência para estimados 12 milhes de pessoas morando nos Estados Unidos ilegalmente, Napolitano nunca mencionou a palavra "anistia" no seu discurso ou durante o curto período de perguntas e respostas para uma audiência em pé.Na sua introdução, o Presidente do CAP John Podesta citou o comentário da então Governadora do Arizona Napolitano em 2005, depreciando a proposta de construção de 700 milhas adicionais de cerca ao longo da fronteira dos EUA com o México - "Se você construir um muro de 50 pés, alguém achará uma escada de 51" - como uma evidência do seu pragmatismo. Ainda assim seus comentários provocaram realizaçes na América do que alguns críticos chamam de uma contínua militarização da fronteira para reduzir os fluxos de imigração do México. "A segurança da fronteira do sudoeste mudou do ponto em que estava em 2007", disse Napolitano. "O governo federal dedicou recursos sem precedentes para a fronteira Mexicana em termos de potencial humano, tecnologia e infraestrutura - e fez uma verdadeira diferença".De fato, pela sua declaração, o DHS tem somente 100 milhas a menos que as 700 milhas de cerca que geraram seu comentário em 2005. "Avance para hoje, e muitas metas que esses membros do Congresso definiram em 2007 já foram cumpridas. Por exemplo, a Patrulha da Fronteira aumentou suas forças para mais de 20.000 policiais, e o DHS construiu mais de 600 milhas de cerca na fronteira", afirma Napolitano.

A ênfase estava em manter as responsabilidades de Napolitano como "a melhor policial da nação", como a vice-presidente do CAP Angela Kelly, a moderadora, chamou a Secretária de Segurança Nacional. Por conseguinte, não houve discussão por Napolitano se o fluxo de imigração do México para os Estados Unidos poderia ser mais bem conduzido por políticas macroeconômicas bilaterais ou ao se reestruturar políticas multilaterais de comércio e finanças que frequentemente devastam pequenos fazendeiros e os que recebem baixos salários em economias em desenvolvimento. Napolitano manteve o discurso.

"O debate sobre a imigração de 2007 aconteceu durante um período histórico de altos níveis de entrada ilegal nos Estados Unidos", disse ela. "Dois anos depois, por causa de melhorias no reforço das leis e das circunstâncias econômicas atuais, esses números caíram vertiginosamente. O fluxo foi reduzido significativamente - mais da metade dos anos mais movimentados, provando que estamos em uma atmosfera muito diferente do que estávamos antes".

Que uma redução no número de imigrantes para os estados Unidos por causa de uma recessão no mercado de trabalho do país foi um fator estratégico chave no novo empurrão na reforma pela administração que foi inferido por Napolitano na sua resposta à pergunta de um repórter.

Ela disse que uma das suas preocupaçes é que "quando a economia se recupe-rar, veremos outra onda de imigração ilegal". Enquanto Napolitano citou sucessos do DHS em interdição de drogas e identificação de "estrangeiros criminosos perigosos", ela também enquadrou o debate da imigração como um imperativo moral no centro do senso de justiça dos americanos.

Reunificação familiar, assim como anistia, foi outro termo que nunca veio à tona durante a discussão, mas a Secretária fez referências às esperas frequentemente longas que alguns imigrantes encontram quando tentam trazer seus entes queridos aos Estados Unidos. No lado da demanda de imigração ilegal - empregadores contratando

trabalhadores sem saber seus status ou ignorando aqueles que entram no país ilegalmente - Napolitano gabou-se dos esforços do DHS em reforçar o sistema E-Verify, um banco de dados pela internet. "Mais de 167.000 empregadores em 639.000 locais de trabalho usam E-Verify. No mês passado, o programa cresceu num índice de 2.000 empregadores por mês", disse ela. Além disso, disse Napolitano, "estamos fazendo auditoria nos registros contábeis de milhares de empregadores suspeitos de utilizarem de trabalho ilegal para conseguir uma vantagem injusta no mercado. Como parte desse esforço, o Departamento de Imigração auditou mais empregadores suspeitos de contratar trabalho ilegal em um único dia no mês de julho do que havia sido auditado em todo o ano de 2008". No entanto, nenhuma informação foi fornecida nas multas e penalidades arrecadadas como resultado da auditoria.

Apesar do manejamento simultâneo da administração de assuntos cruciais como a reforma no sistema de saúde, Napolitano disse que ela estava confiante na capacidade do time de Obama para exercer múltiplas funçes.

Ela disse que a decisão da administração de pressionar por ação do Congresso na reforma imigratória completa em 2010 foi feita há meses, adicionando que veio "para detalhar a você o que a administração está procurando. É melhor assumir o problema inteiro, o sistema inteiro", concluiu Napolitano.




CONSULADO ITINERANTE EM DANBURY