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Responsabilidade ambiental: Um ato de preservação de cada vez A crise econômica dos Estados Unidos e seu impacto no resto do mundo, o prolongamentodas Guerras no Iraque e Afganistão contradizendo promessas políticas de que seriam resolvidas após a última eleição presidencial, a reforma no sistema de saúde, entre outros, são tópicos que dominaram as manchetes da mídia em 2009. Em 2010, iniciamos o ano com sinais evidentes de uma outra “guerra” iminente que aflige todo o mundo – a mudança climática. Diferente de outros conflitos armados, o aquecimento global é uma “guerra” da natureza que através de disastres naturais se defende contra a imprudência de pessoas que exploram os recursos preciosos e limitados que estão ao nosso dispor. Testemunhamos essa fúria da natureza em tragédias ocorridas em vários países. Apesar de 2008 ter sido considerado o pior ano para disastres naturais nesta década, segundo as Nações Unidas, com ciclones, terremotos e furacões que mataram mais de 235 mil pessoas em 321 disastres diferentes, o ano de 2009 (e o início de 2010) também deixaram suas marcas. Fevereiro de 2009 – Em um dia, mais de duas mil casas destruídas e mais de 170 pessoas morreram em incêndios no sudeste do estado de Victoria na Austrália. Novembro de 2009 – As cidades de Jeddah, Rabigh e Meca na Arábia Saudita foram atingidas por um dos piores temporais que em poucas horas causou inundações deixando mais de 100 mortos. Dezembro de 2009 – Temperaturas frizantes causaram mais de 100 mortes em vários países ao leste da Europa incluindo Alemanha e Itália. Janeiro de 2010 – Mais de 20 mil pessoas perderam suas casas após um terremoto de magnitude 5.1 sacudir o Tajiquistão, na região das montanhas Pamir, sudeste da capital Dushanbe que faz fronteira com o Afeganistão. Janeiro de 2010 – Deslizamento de terra e alagamentos no Brasil mataram mais de 70 pessoas, incluindo dezenas soterradas durante desabamento atingiu uma pousada de luxo. O Rio de Janeiro, onde se encontra uma das Sete Maravilhas do Mundo, a estátua do Cristo Redentor, foi centro de uma grande tragédia na madrugada da passagem de ano. Chuvas atingiram vários estados no mês de dezembro, destruindo casas, prédios, bairros, além do trágico deslizamento de terra na cidade de Angra dos Reis, um dos pontos turísticos mais cobiçados por estrangeiros e brasileiros mais afortunados. A luxuosa Pousada Sankay, localizada na Praia do Bananal, em Ilha Grande, que estava lotada para a celebração do revéillon, foi cenário de grande pânico e terror quando envadida por uma avalanche de lama que desabou desde o alto de um morro de 50 metros, soterrando a pousada. Até o dia xxxxx, o resgate elevou para 44 o número de mortes pela chuva na cidade da Costa Verde do estado, 29 deles na Praia do Bananal e 15 no Morro da Carioca. Entre as vítimas da tragédia em Angra haviam turistas estrangeiros, brasileiros e universitários que acompanhavam a única filha do proprietário da pousada, Yumi Faraci, de 18 anos, que faleceu juntamente com alguns de seus amigos. Em uma casa próxima ao local, uma família chegou a perder nove membros de uma só vez. Crianças ficaram orfãs de pais; pais perderam seus filhos, entre outros parentes. No total do estado, as chuvas entre quarta-feira (30 de Dec.) e sexta-feira (04 de Jan.) mataram 74 pessoas no Rio. Em Minas Gerais, 71 municípios também foram atingidos pelas tempestades – incluindo 41 cidades em estado de emergência, e em Sao Paulo 10 perderam suas vidas. Cada uma dessas tragédias salientam a necessidade urgente de conscientização mundial em relação à destruição, exploração e falta de preservação do nosso meioambiente. O Brasil, por exemplo, é um país que nunca experimentou terremotos, maremotos, furacões ou outros desastres naturais de grande escala. Mas como os tempos mudaram! Mesmo com as manifestações de grupos verdes e entidades ecológicas, ainda não atingimos um nível de alerta e preocupação sobre a gravidade do que está acontecendo no mundo, além da nossa responsabilidade ambiental. Legislação, projetos de preservação e a importância da educação ambiental devem ser enfatizados nos currículos escolares – desde o início – para que as crianças possam desenvolver a consciência ecológica desde cedo. Tópicos como desmatamento, poluição do ar e das águas, o desequilíbrio ecológico, o aquecimento global, e processos de reciclagem de papel, plástico e metal para preservação do meio ambiente devem ser debatidos e elucidados não só nas escolas como também nos lares, empresas e divulgados publicamente por todos os níveis governamentais. Pequenos atos de consciência e responsabilidade ambiental podem fazer a diferença – uma pessoa de cada vez, um ato de cada vez. Peço a Deus que nos dê sabedoria e consciência ecológica para que possamos travar paz com a Mãe Natureza e preservar os ricos recursos que ela nos oferece. |
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