Juntos pais e escolas podem eliminar a prática do bullying

A prática do bullying tem sido uma preocupação crescente em escolas em toda parte dos

Estados Unidos. Em nível local, há também casos reportados que, na verdade, ocorreram no sistema escolar de Danbury.Segundo pesquisas do Centro Nacional de Recursos Preventivos Contra Violência a Jovens, estimase que cerca de 30 por cento (ou mais de 5.7 milhões) dos jovens no país se envolveram com a prática do bullying, tanto como vítimas ou como praticantes, e às vezes em ambos os casos.

Bullying, em termos arcaicos, “era um homem contratado para praticar violência”. Hoje, bullying é comumente descrito como atos de violência física e psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou “valentão”) ou um grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo, geralmente menor ou incapaz de se defender.

Um estudo realizado em 2005 sobre a saúde das escolas em Connecticut revelou que um terço dos estudantes na escola secundária e mais de 40 por cento dos alunos cursando a 9ª série em nível estadual relataram ter sofrido bullying na escola. Muitos pais desconhecem o dia a dia de seus filhos na escola. Acredito que uma grande maioria pense que o ambiente escolar é totalmente seguro, ignorando o fato de que seus filhos possam estar enfrentando sérios desafios como situações de constrangimento e humilhação por bullies. Estas situações podem gerar não só um conflito emocional significativo, mas como também resultar em mudanças na personalidade.

Pais, é crucial que estejamos sempre atentos aos sinais mais óbvios de bullying, principalmente aqueles que não são tão evidentes, e enfrentar, se preciso, o fato de que algo muito errado está acontecendo durante o período em que seu filho está na escola.

Por exemplo, se perceber que o desempenho acadêmico de seu filho caiu, ou que ele resiste ou recusa-se a ir à escola, não assuma que são reações “comuns” ou traços da personalidade da criança nesta idade. Aproxime-se dele com cuidado, compaixão e paciência e tente descobrir a razão por trás dessas alterações de comportamento. Há uma possibilidade do seu filho estar sendo vítima de bullying na escola ou na vizinhança.

Tanto administradores como professores procuram fazer o melhor para ajudar os pais na educação e diálogo com as crianças, pois muitos são pais como nós. Mas mesmo fazendo o possível para garantir a segurança e bem-estar dos estudantes, eles ainda enfrentam o desafio de lidar com o comportamento de jovens que se recusam a seguir as normas escolares ou respeitar os professores assim como seus colegas de classe.

Crianças que são bullies têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar os outros. Para isso, exibem um comportamento agressivo abusando de outros estudantes tanto psicologicamente como verbalmente e até fisicamente às vezes.

Consequentemente, as vítimas sentem necessidade de se isolarem socialmente, apresentando problemas de auto-estima que resultam na troca frequente de colégio ou até abandono dos estudos. Infelizmente, alguns jovens não suportam a tristeza e a depressão de serem vitimizados repetidamente e acabam tentando ou cometendo o suicídio.

O lar é onde o coração da criança vítima de bullying encontra sossego. Por isso, mantenha os canais de comunicação abertos para que ela se sinta segura, confiante e amada. Estes sentimentos são essenciais para prover-lhes autoestima, autoconfiança e equilíbrio emocional.

O estado de Connecticut tem sua própria legislação anti-bullying. A definição do termo, os padrões de conduta ou como as vítimas devem proceder estão no “handbook” do estudante provido pelas escolas. Detalhes sobre o ato aprovado em julho de 2006 de regulamentação anti-bullying nas escolas e notificação que deve ser enviada aos pais ou responsáveis legais, podem ser acessados no website da Assembléia Geral de Connecticut, http:// www.cga.ct.gov.

Todos juntos podemos lutar para acabar com a prática do bullying e proteger nossos filhos contra as conseqüências. Depende de nós!




CONSULADO ITINERANTE EM DANBURY