Equatoriano que morreu de aparente espancamento, deixou esposa e nove filhos
Luis Encalada
Nota da editora: A história a seguir
é uma cortesia da equipe do El Tiempo,
um jornal do Equador; e também inclui
informações que são cortesia da
equipe do News-Times. Traduzido para
o inglês por Emanuela Lima e Mariza
Davila.
O homem equatoriano que morreu em novembro depois de uma aparente surra
em Town Hill Avenue em Danbury deixou esposa e nove filhos no seu país natal.
Luis Encalada Bueno, 42, foi enterrado pela família em 29 de novembro na sua cidade natal Zhidmad, Equador, 23 dias após sua morte em Danbury.
Na sexta-feira (29/01), Joseph DaSilva Jr., proprietário do Palace Theater na Main Street em Danbury e várias outras propriedades no centro, entregou-se à polícia por acusações de homicídio relacionadas com a morte.
DaSilva, 50, uma figura importante na comunidade de Danbury, foi acusado por homicídio culposo de primeiro grau, agressão de primeiro grau e duas acusações de agressão de terceiro grau. Ele foi liberado com fiança de $100.000 dependendo seu comparecimento na Corte Superior em Danbury em 9 de fevereiro.
A polícia reportou que Encalada foi encontrado seriamente ferido na calçada de um prédio de apartamentos na Town Hill Avenue em 6 de novembro, e morreu mais tarde no mesmo dia no Hospital de Danbury. A polícia não deu detalhes da aparente briga que levou à sua morte.
ESTADA DE SETE ANOS
A família de Encalada contou que ele emigrou para os Estados Unidos há sete anos, procurando ganhar uma renda que ajudaria a melhorar as condições de vida da sua família, o que inclui cinco crianças menores de 18 anos, um deles com necessidades especiais.
Encalada morou em Connecticut por todos os sete anos e trabalhava com construção. Nas últimas semanas da sua vida, ele estaria supostamente desempregado e sem dinheiro.
“Ele nos disse que estava procurando trabalho, que as coisas não estavam boas aqui, e que a sua intenção era ficar por mais três anos e voltar para casa”, explicou sua esposa, Hortensia.
“Ele voltou morto para casa”, contou.
No final de novembro, a família de Encalada velou seu corpo na sala de seu humilde lar. Três arranjos de flores e velas foram colocados ao redor de seu caixão, onde membros da família passaram muito tempo nos dias anteriores ao seu enterro. Familiares disseram que havia sinais da suposta surra em suas mãos, cabeça e rosto.
Encalada era muito conhecido na sua paróquia, e sua morte causou espanto entre vizinhos, amigos e parentes, que vieram para prestar homenagem e dar apoio à família.
A viúva de Encalada, Hortensia, diz que não encontra consolo pela morte.
Ela diz que está extremamente preocupada em relação às condições em que se encontra, está sem trabalho e deve sustentar oito dos nove filhos do casal, assim como achar meios de pagar por uma dívida de cerca de $10,000 que o marido dela contraiu para consertar a casa.
Encalada supostamente já havia pago $14,000 de um débito original de $24,000.
PROCURANDO JUSTIÇA
Sonia Encalada, uma das filhas de Encalada, disse que sente um forte ressentimento em relação à pessoa repropriedade sponsável pela morte de seu pai.
“Ninguém tinha o direito de tirar a vida dele”, disse ela. “Eles o mataram. Quero que os responsáveis paguem por isso”.
Familiares disseram que se sentem impotentes ao procurar por justiça já que não têm os recursos e não conhecem ninguém na América que possa ajudá-los no seu desespero.
“Não temos família para nos ajudar com nada, somente um amigo do meu pai que cuidou dos papéis para que pudéssemos trazer seu corpo de volta para casa”, contou Sonia Encalada.
A família diz que seu maior desejo é encontrar a pessoa responsável pela morte de Luis Encalada Bueno.
No caso de alguma compensação, “ficaríamos agradecidos, porque somos pessoas pobres da zona rural”, disse Elsa Encalada, outra filha do falecido.
Eles também esperam ser notificados dos detalhes pelo departamento de investigação da Polícia de Danbury.
“Precisamos de ajuda para as crianças, de 9 e 10 anos, continuarem na escola”, contou Hortensia. “Mas elas querem sair da escola para trabalhar e ajudar”.
Para ajudar a manter as crianças na escola, a família pediu auxílio a instituições públicas para receber bolsas de estudo para as crianças. Eles disseram que isso ajudaria a atingir a realização do sonho de Encalada que seus filhos se tornem profissionais e nunca passem necessidade.
Como sua viúva, Hortensia, explicou, “Meu marido sempre sonhou em dar aos nossos filhos as oportunidades que não tivemos, de estudar e não sofrer da forma que sofremos quando ele era criança e procurava por trabalho em vez de ir para a escola”.
Investigação
No dia depois que Luis Encalada foi encontrado morrendo na Town Hill Avenue, a polícia fez uma busca em um apartamento em um prédio próximo de de Joseph DaSilva Jr.
De acordo com a declaração oficial em um mandado de busca arquivado pela Corte Superior estadual em Danbury, duas testemunhas disseram à polícia que fugiram de um apartamento no segundo andar na 58 Town Hill Avenue, “depois de entrar em confronto” com uma pessoa que eles acreditavam ser o proprietário, deixando Encalada sozinho com o ele.
A declaração não diz o que aconteceu antes das duas testemunhas deixarem o prédio. Mas algumas horas depois, logo após a uma da manhã de 6 de novembro, Encalada foi encontrado inconsciente na calçada de um sobrado vizinho. Ele morreu naquela noite no Hospital de Danbury.
Um médico do hospital disse à polícia que Encalada sofreu laceração no fígado, hemorragia no abdome e inchaço na mão, ferimentos que o médico disse serem “consistentes com uma agressão”, de acordo com a declaração oficial.
DaSilva, 50 anos, que vive em New Milford e é um dos maiores proprietários de imóveis de Danbury, entregou-se à polícia na sexta-feira (29/01), depois da obtenção de um mandado acusando o de homicídio de primeiro grau, agressão de primeiro grau e duas acusações de agressão de terceiro grau. Ele foi liberado com fiança de $100.000 e deverá comparecer à corte em 9 de fevereiro.
De acordo com a lei estadual, uma pessoa é acusada de homicídio de primeiro grau, com a intenção de causar sérios danos físicos em outra pessoa, quando ele ou ela causa a morte daquela pessoa ou causa a morte sob influência de um distúrbio emocional extremo.
DaSilva é a única pessoa acusada no caso. O porta-voz da polícia Cap. Thomas Wendel disse em 1o de fevereiro que não há expectativa de prisões adicionais.
A polícia até agora liberou poucos detalhes sobre a investigação. O mandado de busca é confidencial, de acordo com o Promotor Estadual de Danbury Steve Sedensky, que disse que não sabia quando o assunto viria a público.
O mandado de busca indica que a polícia revistou o apartamento em busca de evidências de um crime violento, incluindo armas, impressões digitais e fluidos corporais, mas não especifica se quaisquer desses itens foram encontrados.
Mas provê alguns detalhes sobre o que ocorreu antes da descoberta da vítima machucada de 42 anos, natural do Equador que já residia nos Estados Unidos há cerca de sete anos.
Uma autópsia conduzida pelo legista do estado indica que Encalada morreu de uma combinação entre fígado lacerado, ferimentos causados por intensa força e exsanguinação, o que significa que sangrou até a morte.