Login Get News Updates
For local news delivered via email enter address here:
Profile Subscription Inquiries Classified Inquiries Media Kit
Advertising: General Health & Beauty Finance Professional Services Dining & Entertainment Classifieds Advertiser Index



Português February 17, 2010  RSS feed

Perspectivas para a Legislação da Reforma Imigratória

Por Dori Meissner New America Media
Traduzido por Juliana Lima
Dadas as manobras necessárias para ser mencionado no discurso State of the

Union, não é surpresa que pessoas internas que pressionam para aprovação do projeto de lei de reforma imigratória celebraram o sucesso. O assunto entrou no discurso, reafirmando que o comprometimento do presidente se mantém vivo e bem.

Para aqueles que estão de fora, no entanto, ficaram decepcionados e desgostosos porque a chamada “para continuar o trabalho de consertar nosso sistema falido de imigração” está longe do apelo de mobilização que eles gostariam de ouvir. A blogosfera se agitou, na maioria pronunciando a morte da legislação imigratória em 2010.

Que uma única frase em um momento político precário possa ser vista tão diferentemente é uma metáfora cabível para ter acesso às possibilidades da reforma imigratória completa em 2010. O último round passou mais uma vez uma visão de copo meiocheio, meio-vazio.

Do lado meio-cheio, há a nova importância do bipartidarismo como a plataforma para o progresso no levante da vitória eleitoral do Senado Republicano em Massachusetts. Senadores Charles Schumer (D-N.Y.) e Lindsey Graham (R-S.C.) continuam o trabalho em uma medida que eles esperam introduzir como bipartidária para que seus colegas aceitem.

A legislação imigratória teria sempre exigido bipartidarismo porque pelo menos uma porção de votos Republicanos seria necessária para aprovar uma medida no Senado, mesmo com os Democratas tendo uma margem de 60 votos. Isso é porque diversos Democratas opõem provisões-chave apoiadas pela maioria no seu partido. O que mudou é que a imigração agora se torna um candidato mais provável para ação porque pode ganhar aliados de ambos os lados. Na busca pela resolução de problemas que políticos eleitos podem apresentar aos seus eleitores para as eleições de novembro, a imigração representa um novo alvo de oportunidade.

Para aqueles que vêm que o copo como meio-vazio, empregos e a econ são os assuntos principais. A recessão dominou a agenda de regulamentação do país em 2009. O Presidente Obama empurrou a recuperação da economia e o emprego para a classe média para o topo da sua agenda, já que o apoio para a medida do sistema de saúde hesitou.

Uma questãochave que continua é se a recuperação irá gerar o retorno da demanda do mercado de trabalho presente nos anos de crescimento ou se uma mudança mais significativa surgirá na economia gerando menos demanda de imigrantes, particularmente de trabalhadores de baixa qualificação, que em sua maioria não possue autorização para trabalho.

A recessão interrompeu níveis históricos de alta imigração – legal e ilegal – ocorrendo há quase duas décadas e em conflito com a controvérsia pública gerada pelo alto fluxo imigratório na época.

No entanto, o contínuo alto índice de desemprego e o crescimento lento dos empregos vão provavelmente ser os principais objetivos da reforma imigratória – legalizando imigrantes não autorizados e garantindo fluxos futuros de trabalhadores necessários – o que são ainda mais controversos.

Em princípio, imigração legal estável e níveis reduzidos de imigração ilegal apresentam um momento oportuno para desenvolver e implementar uma reforma significativa adequada ao novo século e à recuperação da economia. Na prática, a legislação que abarca a imigração tem sido geralmente inserida somente em momentos de crescimento e quando há um senso de bem-estar doméstico.

Por isso, o contínuo alto índice de desemprego e grandes divisões políticas em relação à questão imigratória dentro de cada partido, assim como entre eles, significam que a reforma na imigração enfrentará fortes ventos pela frente. Consequente- mente, as chances de ação provavelmente reduzirão com Democratas congressistas cada vez mais temerosos sobre a perda que o partido está sofrendo do apoio popular em um momento de profundo stress econômico.

Enquanto políticos, pesquisadores, e estrategistas debatem os próximos passos na imigração, outro momento pivô na vida da nação vai acontecer. Em abril, vamos fazer o censo da década e atualizar as estimativas populacionais do país. Entre muitas outras coisas, o censo poderia levar à redistribuição das cadeiras no Congresso entre os estados.

Considerado como o aspecto mais dinâmico do crescimento e transformação da população dos EUA, a imigração será uma das manchetes do censo. Praticamente será uma história de continuidade e crescimento da diversidade e dos níveis imigratórios historicamente altos que irá mostrar outro ângulo sobre as deficiências das leis e regulamentos que governam um elemento vital na narrativa da nação no futuro.

Sim, será necessário grande esforço bipartidário para formatar uma reforma e um sistema imigratórios que funcionem para todos que têm um assento na mesa. Mas quanto mais tempo o copo for visto como meio-vazio, mais tempo o crescimento e a competitividade dos EUA, a segurança nacional e o bem-est de comunidades e indivíduos – tanto cidadãos quanto imigrantes – serão postos em desvantagem, enquanto eles são ao mesmo tempo cada vez mais importantes demograficamente e politicamente.

Doris Meissner é membro-sênior do Instituto de Regulamentos Migratórios de Washington, D.C., e excomissária do Serviço de Imigração e Naturalização dos EUA.