Violência doméstica não deveria acontecer com ninguém
Traduzido por Juliana Lima
A violência doméstica ocorre quando uma pessoa causa dano físico ou psicológico a
um atual ou ex parceiro íntimo, membro familiar ou atual ou ex coabitante (pessoa que vive ou viveu junto no passado). Inclui todos os atos de violência dentro do contexto familiar ou de relacionamentos íntimos.
Além de ser a maior causa de agressões a mulheres nos Estados Unidos (a cada 15 segundos uma mulher é espancada), é um assunto de preocupação crescente por causa de seu efeito negativo em todos os membros da família, especialmente crianças. Enquanto informações precisas sobre a extensão da violência doméstica são difíceis de se obter porque são pouco reportadas, alguns aspectos do problema são conhecidos:
-A violência doméstica não está limitada a qualquer grupo socioeconômico, étnico, religioso, racial ou etário e não conhece fronteiras geográficas ou educacionais. Também ocorre nos relacionamentos entre adolescentes e parceiros do mesmo sexo.
-Aproximadamente uma em quatro mulheres nos Estados Unidos será agredida fisicamente ou estuprada por um parceiro íntimo em algum momento de suas vidas. Na verdade, mulheres americanas têm maior probabilidade de serem agredidas, machucadas, estupradas ou mortas por um parceiro homem do que por qualquer outro tipo de agressor.
-Estimativas de agressão em mulheres pelos parceiros vão de aproximadamente 2 milhões a 4 milhões anuais nos Estados Unidos.
-A maioria das mulheres mortas no trabalho é assassinada por um parceiro atual ou ex.
Quais são os sinais de
violência doméstica?
Se você acredita estar em um relacionamento abusivo, aqui estão algumas questões a se perguntar:
-Você já foi machucada fisicamente como ser chutada, empurrada, enforcada ou esmurrada pelo seu parceiro ou ex-parceiro?
-O seu parceiro já usou a ameaça de machucar você ou membros da sua família para obrigá-la a fazer alguma coisa?
-O seu parceiro já machucou ou abusou de seus animais de estimação?
-O seu parceiro já destruiu coisas de sua propriedade ou das quais você gosta?
-O seu parceiro já tentou impedir que você veja a sua família, vá à escola ou faça outras coisas que são importantes para você?
-Você sente que está sendo controlada ou isolada pelo seu parceiro? Por exemplo, o seu parceiro controla o seu dinheiro, transporte, atividades ou contatos sociais?
-Você já foi forçada pelo seu parceiro a fazer sexo quando não queria ou a fazer sexo sem proteção?
-O seu parceiro é ciumento e está sempre questionando se você é fiel?
-O seu parceiro a culpa regularmente de coisas que você não pode controlar, ou pelos ataques violentos dele?
-O seu parceiro a insulta regularmente?
-Você tem medo do seu parceiro ou de ir para casa? Ele a faz se sentir insegura?
Há outros sinais de violência doméstica que observadores podem ver
em um parente ou amigo que estiver em um relacionamento abusivo. Incluem:
-estar propenso a “acidentes” ou estar repetidamente machucado
-ter machucados que não poderiam ter sido causados sem intenção ou que não combinam com a história do que aconteceu para causá-los
-ter machucados em diversas partes do corpo, como rosto, garganta, pescoço, peito, abdômen ou genitália
-ter hematomas, queimaduras ou feridas que têm o formato de dentes, mãos, cintos, pontas de cigarro ou que parecem que a pessoa está vestindo uma luva ou uma meia (de ter a mão ou pé enfiados em água fervente)
-ter feridas em diferentes estágios de cicatrização
-com frequência procurar ajuda médica ou, ao contrário, hesitar procurar ou não ajuda médica mesmo em caso de lesões graves
-mostrar sinais de depressão
-usar álcool ou outras drogas -tentar suicídio
Quais são os efeito s da
violência doméstica na
saúde?
Além dos óbvios ferimentos físicos, a violência doméstica pode levar à depressão, ansiedade, ataques de pânico, abuso de substâncias ou estresse pós-traumático. O abuso pode também lever à tentativas de suicídio ou episódios psicóticos.
Como você pode
deixar um par -
ceiro abusivo?
Deixar um parceiro abusivo pode ser perigoso. Para fazer isso da forma mais segura possível, você deve fazer planos com antecedência e tomar as seguintes precauções:
-Faça com antecedência uma mala que estará disponível para você levar consigo quando decidir que é o momento mais seguro de ir embora. Inclua itens como roupas, documentos importantes, chaves extras e medicamentos prescritos.
-Saiba exatamente aonde você irá e como chegará lá.
-Ligue para o Centro de Mulheres da Grande Danbury (central para Abuso Sexual, 203-731-5204 ou central para Violência Doméstica, 203-731-5206) ou para a Central Nacional de Violência Doméstica pelo telefone 800-799- SAFE (7233), para saber mais sobre opções legais e recursos disponíveis para você.
Quando estiver fazendo os planos para ir embora, evite fazer ligações de longa distância de casa ou usando um telefone celular. Um abusador pode rastrear ligações de longa distância para descobrir para onde você vai ou interceptar suas conversas pelo celular grampeando seu telefone. Além disso, fique atento para o fato de que o abusador pode conseguir monitorar suas atividades pela internet e acessar sua conta de e-mail.
Onde posso ir para
encontrar ajuda?
Em uma situação de emergência, ligue para 911 ou para sua delegacia de polícia (Danbury Police Department, 203-797-4611 ). Se você não estiver em perigo imediato, ligue para o Centro de Mulheres da Grande Danbury (central para Abuso Sexual, 203-731-5204 ou central para Violência Doméstica, 203-731-5206), ou a Central Nacional de Violência Doméstica pelo telefone 800-799-SAFE (7233), que oferece intervenção de crises e referências para recursos dentro ou fora do estado, como abrigos para mulheres ou centrais de crise.
Reportar incidentes de violência doméstica é extremamente importante. Sem algum tipo de intervenção, esse ciclo violento e abusivo raramente termina. Frequentemente, esse comportamento se repete de geração em geração, pois se torna rotineiro e visto como comportamento aceitável.
Contrário ao que muitos pensam, a prática policial de prender todas as pessoas envolvidas em situações de agressão doméstica diminuiu. Por meio de educação contínua, policiais são treinados anualmente para tentar identificar o agressor e não fazer mais uma “prisão dupla” a menos que exista causa provável de acreditar que ambos os parceiros são igualmente culpados.
Independentemente de sexo, idade, etnia e status imigratório, peço que faça a ligação para acabar com a violência.