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O peso do futuro: Epidemia de obesidade infantil Criar os filhos nunca foi fácil. Hoje, os pais devem se preocupar não somente comas drogas e o álcool, eles também têm gordura saturada e xarope de milho de alta frutose entre as suas preocupações. Não é sua imaginação: há uma epidemia de obesidade infantil no nosso país. Estudos feitos pelos U.S. Centers for Disease Control and Prevention (Centros Americanos de Controle e Prevenção de Doenças) mostraram que obesidade infantil mais do que triplicou nos últimos 30 anos. A prevalência da obesidade entre crianças de 6 a 11 anos aumentou de 6,5% em 1980 para 19,6% em 2008. A organização define obesidade como um resultado do desequilíbrio calórico (muito poucas calorias gastas em relação à quantidade de calorias consumidas) e é mediado por fatores genéticos, comportamentais e ambientais. E classifica a obesidade infantil como tendo impactos na saúde tanto imediatos quanto de longoprazo: * Jovens obesos têm mais chances de ter fatores de risco para doenças cardiovasculares, como colesterol alto e pressão alta. Em uma amostra da população entre 5 a 17 anos, 70% dos jovens obesos tinham pelo menos um fator de risco para doença cardiovascular. * Crianças e adolescentes que são obesos correm mais risco de ter problemas ósseos e articulatórios, apneia do sono, e problemas sociais e psicológicos como estigmatização e baixa auto-estima. *Jovens obesos têm mais chances que jovens com peso normal de se tornar adultos obesos ou com sobrepeso e, portanto, têm mais risco de ser adultos com problemas de saúde associados, incluindo doenças cardíacas, diabetes tipo 2, derrame, diversos tipos de câncer e osteoartrite. Em fevereiro, a Casa Branca anunciou a Healthy Food Financing Initiative (Iniciativa de Financiamento para Alimentos Saudáveis) uma iniciativa de $400 milhões ao ano com o objetivo de expandir o acesso a alimentos frescos e saudáveis, para todas as comunidades urbanas e rurais carentes espalhadas por todo o país dentro de sete anos – também criando empregos no processo. Durante o mesmo mês, a Primeira Dama Michelle Obama começou uma campanha nacional contra a obesidade infantil, lançando a sua própria iniciativa, “Let`s Move”(Vamos nos Mexer). O programa é bastante ambicioso, com a meta de desenvolver idéias passíveis de execução para ajudar a acabar com a obesidade infantil dentro de uma geração. Uma comunidade em ação “Há uma chance de que essa nova geração possa estar pior que a anterior”, afirma Michael Johnston, presidente da United Way of Western Connecticut, “Isso nunca aconteceu antes na nossa grande nação”. Em 9 de abril, em uma coletiva de imprensa no Danbury Hospital, Johnston anunciou que a United Way recebeu um presente anônimo de $400,000 para ser gasto especificamente para financiar programas de prevenção contra obesidade. A nova iniciativa se chama “Strong Heart: Healthy Children (Coração Forte: Crianças Saudáveis)’’. A United Way uniu forças com dois programas existentes, The Coalition for Healthy Kids (Coalizão para Crianças Saudáveis de Danbury) e Healthy Community 2020 (Comunidade Saudável 2020), para maximizar programas de exercícios e nutrição para as crianças na região. A United Way aceitará propostas de solicitação de verbas para quaisquer grupos da região com idéias de como combater a obesidade. Na coletiva, Johnston contou com a participação de William Glass, superintendente designado das escolas de Danbury, Dr. Raul Arguello, diretor de pediatria no Danbury Hospital e Marie Miszewski, chefe e diretora executiva do YMCA Regional de Western Connecticut. De acordo com Glass, enquanto cresce a necessidade de treinar as crianças para a próxima etapa de provas federais e estaduais, o tempo para o recreio diminui. Desde 2000, disse ele, a porcentagem de crianças nas escolas de Danbury que podem passar nos testes físicos estaduais diminuiu de cerca de 30 por cento para menos de 20 por cento – uma queda de 10 por cento. “Nossos professores estão sendo pressionados de tantas formas”, explicou Glass. “Se você pedir que eles dêem às crianças mais tempo de recreio, eles dirão ‘Nossa nota em educação física vai aumentar, mas nossas notas em leitura vão diminuir”. CONTINUAÇÃO NA pÁgina 10 Para Arguello, outro fator que causou a epidemia de obesidade inclui o crescimento de computadores e videogames que incentivam as crianças a serem sedentárias. “As famílias onde ambos os pais precisam trabalhar, fazendo das fast foods pegas na correria diária uma necessidade e, além disso, a atual recessão podem estar impedindo que as pessoas comprem frutas e vegetais frescos, que são componenteschaves para uma dieta saudável”, disse ele. Miszewski disse que os pais também devem compreender que as crianças precisam se exercitar e que a utilização do YMCA da região não será negado a ninguém por causa de renda. “Se você puder ir a um YMCA, podemos ajudar”, disse ela. Para mais informações sobre o Strong Heart: Healthy Children, visite: www. uwwesternct.org. O que os pais podem fazer para ajudar na luta contra a obesidade infantil? Aqui estão algumas dicas para começar, do KidsGetFit.org, uma parceria da United Way, NFL, HOPSports e Sports Illustrated Kids. 1. Incorpore movimentos extras nas atividades do dia-a-dia. Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença. Dance com seus filhos durante os comerciais de TV. Estacione na parte mais longe do estacionamento e aposte corrida a pé até a loja. 2. Crie espaços internos e externos para estimular a boa-forma. A obesidade é primariamente uma doença relativa ao ambiente, então considere mudar o ambiente do seu filho para promover mais atividade física. Seu quintal é um ótimo lugar para começar. 3. Brinque com seus filhos. As agendas malucas de hoje tornam desafiador passar um tempo de qualidade com a família. Exercícios são uma ótima atividade para fazer juntos, e enquanto você está fortalecendo ossos e músculos, você também está fortalecendo os laços com seus filhos. 4. Limite o uso de TV, videogames e computador. Estudos mostram que o peso de uma criança aumenta com o número de horas que ela passa assistindo televisão a cada dia. Limitar o tempo diante da tela e remover televisões dos quartos podem ser primeiros passos importantes para encorajar as crianças a serem mais ativas fisicamente. Controle o tempo que seus filhos passam assistindo TV ou jogando no computador. 5. Tente fazer algo de acordo com o interesse da criança. Um número crescente de videogames, por exemplo, exige que crianças movimentem o corpo para funcionar. Os videogames com dance pad mais populares queimam até 500 calorias em uma sessão de uma hora. Considerando que alguns jogadores gastam uma média de 12,2 horas por semana na frente dos seus consoles, só pode ser positivo que um número crescente de jogos seja na verdade bom para você. Para mais informações visite KidsGetFit.org |
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