Direitos estaduais de impor restrições de faixa etária em jogos violentos de videogame devem ser assegurados

ETraduzido por Juliana Lima
Em 19 de julho, uni-me à uma coalizão multi-estadual que quer assegurar os direitos dos

estados de restringir a venda a menores de jogos de videogames que tenham conteúdo de extrema violência – incluindo jogos nos quais os jogadores queimam pessoas vivas com gasolina e urinam nas pessoas para fazê-las vomitar.

Em uma amicus brief (ação civil pública) peticionada na Suprema Corte americana, juntamente com outros nove estados, defendo a proibição da Califórnia de vender alguns jogos a menores. A Entertainment Merchants Association (Associação dos Vendedores de Entretenimento) está desafiando a lei californiana.

A lei proíbe que crianças menores de 18 anos comprem os jogos mais violentos, incluindo aqueles em que os jogadores decapitam pessoas com pás, espancam policiais até a morte enquanto eles imploram por piedade e massacram mulheres zumbis nuas.

A lei da Califórnia não proíbe amplamente os menores de comprar todos os jogos “violentos” – apenas um subgênero de jogos que encoraja os jogadores a cometer atos explícitos de homicídio, estupro e sadismo, de acordo com a ação civil.

Os pais merecem ter ferramentas para proteger as crianças contra os jogos que expõem imagens digitais de decapitação e estupro. Alguns jogos perigosamente dessensibilizam as crianças com simulação de homicídios e crimes de racismo, transformando execuções explícitas em entretenimento. Em face

da contínua inércia da indústria – permitindo que crianças desacompanhadas comprem tais jogos – os estados devem preservar seu direito crucial de proteger as crianças.

Proteger as crianças do perigo digital exige pais proativos – mas eles merecem e precisam de ajuda. O mercado de videogames deveria agir de maneira responsável – jogar limpo, não sujo – e concordar com restrições sensíveis e auto-impostas que impeçam crianças de comprar os jogos mais violentos. Estou pedindo à indústria de videogames que siga a liderança da indústria cinematográfica, que sensivelmente impede crianças desacompanhadas de ver filmes violentos ou explícitos.

Restrições voluntárias da indústria de videogames seriam o ideal – similares àquelas adotadas pela indústria cinematográfica décadas atrás, que proíbem crianças de ver filmes censura “R” sem a companhia de um responsável. A indústria concordou com os meus inúmeros pedidos de identificálos com um selo, mas deveria estender tais medidas voluntárias para incluir restrições na venda similares às da indústria cinematográfica.

Connecticut ainda não decretou restrições legais, mas acredito que é crucial preservar os direitos estaduais de impor tais limites.




CONSULADO ITINERANTE EM DANBURY