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A corrida eleitoral começou: Dan Malloy e Tom Foley disputarão o Governo de CT Nas recentes primárias de Connecticut, a guerra entre candidatos financiados porverbas públicas para não ficarem em disvantagem em relação aos milionários que arcam com os custos de suas próprias campanhas foi encoberta apenas pela nuvem da campanha negativa, que, no final, resultou em ainda mais reconhecimento aos candidatos que pretendia minar. Dan Malloy, que optou por financiamento público de campanha, contou com forte apoio de sindicatos estaduais de funcionários e outros importantes ativistas do Partido Democrata para superar a margem de gastos quatro-porum de Ned Lamont. Ele aludiu quase uma dúzia de vezes – com pouca variação – à mensagem que acredita que irá conseguir apoio da maior parte do espectro político de Connecticut. “Em quem eles (eleitores) confiam? Quem tem experiência? Quem tem os valores para liderá-los e liderar seu estado no que talvez seja o maior período de desafio na vida de qualquer um?”, disse Malloy durante uma conferência na sede da sua campanha em Hartford, no dia seguinte à sua vitória. “Acho que essa mensagem ressoa junto aos eleitores independentes.” No caso de Tom Foley, o passado envolve o equivalente a quatro semanas de propaganda veiculada pelo seu rival do Partido Republicano, o Vicegovernador Michael C. Fedele, desafiando Foley a revelar detalhes por trás de antigas prisões e acusando-o de extrair milhões de dólares de uma tecelagem na Georgia, que entrou em falência dois anos depois de Foley tê-la vendido em 1996. Tais comerciais ajudaram a reduzir a liderança de 35 pontos percentuais em uma pesquisa anterior da Quinnipiac University para a vitória apertada sobre Fedele de 42 a 39 por cento. O candidato parceiro de Fedele, o Prefeito de Danbury Mark Boughton, teve mais sucesso nas primárias, vencendo a empresária de Simsbury Lisa Wilson-Foley, com 52 por cento da votação. Boughton, assim como Fedele, contou com o auxílio de fundos públicos para custear sua campanha contra uma oponente que contou em grande parte com autofinanciamento. Wilson-Foley arrecadou mais de $62.000 em contribuições privadas até o último período de declaração de contribuições recebidas para complementar os quase $400.000 que ela forneceu para sua própria campanha. “Não faria nada diferente”, afirma Boughton, que a princípio concorreu a governador, e então decidiu ser o parceiro de Fedele pouco antes da Convenção Estadual Republicana em maio. Ele chamou sua vitória, juntamente com a derrota de Fedele, de “agridoce”. “Sabíamos que estávamos financeiramente derrotados por Lamont, então maximizamos nossos atributos”, contou Malloy. Ele enfocou sua campanha nos problemas e citou frequentemente, durante a campanha das primárias, seu compromisso em proteger programas que atendam aos idosos, doentes e deficientes de Connecticut; mudando um sistema de impostos que sobrecarrega a classe média; tornando o desenvolvimento de empregos uma prioridade; garantindo transparência governamental e um orçamento equilibrado; e trabalhando com funcionários do setor público para encontrar fundos. Foley também deixou claro que espera que a campanha para as eleições gerais foque nos assuntos relativos a Connecticut, complementando que quer se reunir com Malloy e procurar um acordo para que ele pare de usar propagandas de acusação. Ela disse que ouviu os eleitores dizendo estarem “realmente cansados e enjoados da propaganda suja”, e disse que pesquisas demonstraram que os eleitores se preocupam com problemas – empregos, economia, custo do governo estadual e não querer que seus impostos sejam aumentados. Agora depende dos políticos manterem sua palavra; senão, os eleitores de Connecticut vão, mais uma vez, ser deixados com a difícil tarefa de procurar no meio da sujeira sinais de um futuro melhor para o estado. |
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