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Os otimistas Republicanos realmente querem o tão necessário voto latino? A s intensas e ostensivas primárias Republicanas, que estão longe de terminar, têm, em muitas ocasiões, definido a posição dos otimistas presidenciáveis – competindo para mostrar quem é o mais severo em relação ao indocumentado. Isto os têm levado a assumir posições que irão prejudicar suas chances de ganhar o apoio dos eleitores latinos para que possam vencer o Presidente Obama nas eleições gerais. Com o objetivo de reprimir os indocumentados, o líder na disputa, exgovernador de Massachusetts, Mitt Romney, assegurou o apoio do Secretário do Estado de Kansas, Kris Kobach, a força intelectual por trás das leis imigratórias restritas que foram aprovadas no Arizona e no Alabama e em outros estados, incluindo a Carolina do Sul. RomneyeoGovernadordoTexas, Rick Perry, estavam emergidos em um conflito sobre imigração no início das primárias. Romney acusou o texano de ser fraco na questão porque ele apoiou os indocumentados dando suporte ao projeto DREAM Act do estado. Enquanto isso, Perry acusou Romney de empregar jardineiros indocumentados para trabalharem em sua residência. Perry saiu da disputa Republicana pela nomeação à presidência na segunda semana de janeiro. O ex-senador da Pensilvânia Rick Santorum, que ganhou as primárias no estado de Iowa, assumiu uma postura mais dura em relação a imigração, declarando que mesmo alguma imigração LEGAL, deveria ser temporariamente reduzida. Surpreendentemente, Newt Gingrich, que sugeriu que crianças de famílias de baixa renda deveríam limpar escolas para que possam desenvolver bons hábitos de trabalho, um exemplo entre muitas de suas declarações provocativas, na verdade acabou sendo o candidato mais humano em relação a imigração ao simplesmente declarar o óbvio – que seria impossível deportar milhões de pessoas e que muitos indocumentados são pessoas honestas, trabalhadoras, que construíram suas vidas nos Estados Unidos. Os candidatos assumindo uma retórica impiedosa em relação à questão imigratória como uma estratégia para ganhar o voto conservador nas primárias estão míopes e destinados a fracassar. Imigração não é apenas uma questão legal; é sobre pessoas. Pessoas que se estabeleceram neste país e, em grande parte, contribuíram com a economia e a sociedade mesmo estando escondidas nas sombras de seu status de indocumentadas. Pessoas cujo potencial está limitado por causa do sistema imigratório arcáico em vigor. Pessoas cujo talento e iniciativa podem ajudar a América a retornar ao pico da economia global. A agressividade de Romney e Santorum em relação aos imigrantes pode custar aos Republicanos as eleições de novembro, a não ser que consigam assumir uma posição diferente nesta questão para que possam obter mais de um terço do voto latino, o que eles provavelmente precisariam para ganhar. Democratas estão cientes do valor do voto latino e não poderiam estar mais felizes com as posições extremistas sendo articuladas pelos Republicanos. Apesar do Presidente Barrack Obama ter deportado mais imigrantes indocumentados em seu governo do que em ambas as administrações de Bush juntas, ele sempre apoiou o DREAM Act e, nos últimos seis meses, ele tem tomado uma série de medidas administrativas junto ao Departamento de Segurança Nacional em prol de um processo de triagem de deportação mais justo e encontrar mais meios apropriados para reunificação de famílias. No final, ninguém poderá culpar a campanha de Obama por tirar vantagem de erros enormes sendo cometidos pelos candidatos Republicanos, especialmente quando contrastados com as medidas concretas que o presidente tem tomado para mostrar à comunidade latina que o voto deles é importante. Mas, o ponto real é sobre compaixão pelos seres humanos e nossos compatriotas, independente de seu status legal. Isto frequentemente se perde em meio as promessas de campanha que são feitas, porém raramente cumpridas. Vamos esperar que todos os otimistas presidenciáveis deste ano possam abrir seus corações para a realidade dos Estados Unidos como uma verdadeira nação de imigrantes e pesar cautelosamente o preço de perderem sua humanidade ao fazer da questão imigratória uma disputa para quem será mais severo com aqueles que menos merecem. |
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