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Antes do Pôr do Sol Faça Isso Antes do Pôr Do Sol

Este post também está disponível em: Inglês, Espanhol

Por Eric Faria

Traduzido por Frederico Alberti

Recentemente percebi uma coisa: todas as pessoas estão exatamente onde deveriam estar em suas jornadas de vida. Na minha vida pessoal, eu interpretei, por muito tempo, o papel do “menino perfeito”, aquele que precisava agradar aos outros e ser apreciado a qualquer custo. Eu era realmente bom nisso: suprimia a mim e a quem eu era em troca da percepção de que os outros gostavam de mim.

Eu não sou uma vítima. Eu simplesmente permiti, tolerei e convidei as pessoas a me tratarem daquele jeito. Eu não sabia que isso tinha se tornado um padrão, minha patologia. Eu era viciado na história do “menino indigno abandonado”. Isso foi realmente a minha droga. Quanto mais fazia isso, mais difícil era para eu realmente ver a luz, uma maneira de sair desse ciclo vicioso. O que eu estava fazendo de errado? Por que as pessoas não gostavam de mim? Por que elas não ficavam? Eu era tão bom, tão agradável, tão “perfeito”…

Era exatamente isso. Ao querer agradar todo mundo, eu esqueci a pessoa mais importante na minha vida: EU.

O ponto de virada foi duplo: primeiro, curando o menino que achava que foi abandonado por seu pai aos cinco anos e que repetiu essa história várias vezes. Meu pai não me deixou fisicamente, mas ele me deixou emocionalmente. Ele não sabia algo melhor; ele fez o que podia no momento de acordo com o seu conhecimento. Uma vez que eu aprendi isso, tive que me perdoar e buscar meu eu de cinco anos ao lado da estrada de solidão e desespero onde o tinha deixado.

Em segundo lugar, eu aprendi a abraçar a minha autenticidade. Uma vez que eu não tenho mais que ser um adulto a partir da perspectiva de um menino ferido, descobrir quem eu realmente era tornou-se uma questão que valia a pena – confrontante e gratificante ao mesmo tempo. Quantas pessoas passam pela vida sem ter qualquer conhecimento de quem “realmente” são, sem jamais questionar por que elas fazem as coisas que fazem ou praticar qualquer autoexame? Eu sei que eu fui um zumbi por muito tempo.

Certa vez li uma citação que dizia: “O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença”. Eu admiro as pessoas que se destacam em vez de ficar em um limbo onde indiferença se assume. A nossa mediocridade não serve para nós mesmos ou para o mundo – em nada.

Às vezes eu me pergunto por que continuo a procurar e a ir mais fundo. Depois de tudo, não é confortável. Fracassos acontecem. A dor se torna (muito) real, às vezes. Então, eu me lembro de que não tenho que fazer isso. De jeito nenhum. Eu posso continuar trabalhando como de costume. No entanto, estou disposto a fazer isso porque eu me lembro do quão limitadora e limitada a minha existência era há não muito tempo. Eu faço isso por mim, pelos meus entes queridos, eu faço isso para impactar as comunidades das quais faço parte, para que eu possa ter um efeito cascata positivo no meu bairro, na minha cidade, no mundo.

As pessoas vão criticar você, não importa pelo quê. As pessoas infelizes são infelizes consigo mesmas. Liberte-se da sua prisão mental e deixe sua luz brilhar.

Faça isso antes do pôr do sol.

Eric Faria é coach de Carreira e Vida, com foco em inteligência emocional. Ele faz treinamentos de autodesenvolvimento desde 2005, usando essas ferramentas em seu treinamento profissional. Ele se formou no programa ICF (Federação de Treinamento Internacional) em janeiro de 2014. Faria vive em Connecticut e, além de trabalhar com clientes particulares, dá palestras e grava vídeos motivacionais. Para mais informações, ou para contatá-lo, envie um e-mail para EricFaria11@gmail.com.

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