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Grupo Online Ajuda Famílias a Enfrentarem os Desafios de Cuidar de Crianças Com Necessidades Especiais

Este post também está disponível em: Inglês, Espanhol

Por Angela Barbosa

Traduzido por Frederico Alberti

 

O mundo ficou azul pelo Dia Mundial da Consciência do Autismo em 2 de abril! Mais de 16 mil edifícios foram coloridos de azul para ajudar a brilhar uma luz sobre o autismo em nossa comunidade. Em 4 de abril, os membros das Famílias Brasileiras com Necessidades Especiais em Connecticut reuniram-se pela primeira vez com o objetivo de conscientizar, agir, guiar, abraçar e apoiar uns aos outros em sua jornada para ajudar seus filhos a alcançarem seu pleno potencial.

“Famílias Brasileiras com Necessidades Especiais de CT” é um grupo no Facebook criado em agosto de 2013 por Mércia Regina Ordine, uma brasileira residente em Fairfield.

A ideia de criar o grupo nasceu de sua própria experiência de criar seu filho Luigi, que sofre de transtorno de Asperger (AD). “Lidar com a discriminação por ser mãe solteira, imigrante com sotaque e ter um filho com necessidades especiais foi difícil”, afirma Ordine.

Ordine conta que conheceu pais cientes do transtorno de seus filhos, mas que tinham medo de procurar ajuda por causa de suas limitações com o idioma e situação irregular no país.

Os números continuam aumentando e Ordine não podia mais ignorar que ela não estava sozinha nessa luta para ajudar seu filho a ter sucesso apesar do diagnóstico de AD.

Embora sua vida tenha sido planejada em torno das necessidades de Luigi, Ordine encontrou tempo para ajudar outros pais a compreender, aceitar e ajudar seus filhos.

Amanda Abi-Ali, de Bridgeport, participou do primeiro evento do grupo com sua filha Liz, de sete meses, e seu filho João, de 13, que foi diagnosticado com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). “Estamos aqui para interagir uns com os outros e ajudar nossos filhos a trabalharem suas habilidades sociais, porque é difícil para eles se socializarem”, explicou.

João veio do Brasil quando tinha três anos, a idade em que Amanda descobriu que ele era hiperativo. Quando eles vieram para os Estados Unidos, em torno de seis anos de idade, João foi diagnosticado com autismo.

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“É difícil, mas hoje, com todos os obstáculos, eu sou uma pessoa melhor por causa de João. Não há nada que eu teria feito diferente. Meu amor incondicional por ele mudou quem eu sou, e eu sempre digo a todos que ele é o meu ‘primeiro amor’.”

Antes do grupo, não havia ambiente social ou atividade onde Amanda pudesse buscar informações e interagir com outros pais com crianças com necessidades especiais. Demorou dois anos para Ordine organizar a primeira reunião devido a restrições financeiras.

“Com reuniões escolares, terapia e cuidar do meu filho, às vezes eu não consigo ir para o trabalho, o que reduz minha renda”, explicou Ordine. “Eu tive a ajuda de Angélica Miranda e Adelia Lenhare, que estão coordenando o grupo comigo desde o início.”

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Na primeira reunião, Ordine também recebeu doações de ovos de chocolate e presentes para as crianças, doados por Cícera Melo de Projeto Amor Cura/Love Heals, que recolhe doações de lenços, bijouterias e perucas para ajudar os pacientes de tratamento de câncer.

Ao final do evento, tive a oportunidade de me aproximar do filho de Ordine, Luigi, e perguntar por que ele acha que sua mãe quer ajudar outros pais. Luigi olhou para Ordine e disse: “Porque ela é boa.” E isso foi seguido por um sorriso dizendo a ela que se ela parasse de falar comigo ele sorriria ainda mais…

O Famílias Brasileiras com Necessidades Especias de CT tem 197 seguidores online. Doações de brinquedos educativos, bem como contribuições financeiras são bem-vindos para apoiar o grupo e promover mais eventos para ajudar pais e filhos a se socializarem. Para obter mais informações, visite sua página no Facebook em https://www.facebook.com/groups/277020032440537/

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