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Infertilidade Desmistificada

Este post também está disponível em: Inglês, Espanhol

Por Dr. Shaun Williams

Traduzido por Frederico Alberti

Você até pode achar que é a única mulher que está tendo problemas tentando constituir uma família. Mas não é. A infertilidade afeta 6,7 milhões de mulheres nos Estados Unidos, o que representa 11% da população em idade reprodutiva, de acordo com o Centro para Controle e Prevenção de Doenças. Infertilidade é mais comum do que as pessoas imaginam, e isso é só o começo dos mitos que envolvem esse problema.

Abaixo estão alguns dos questionamentos mais corriqueiros de meus pacientes.
Mito: Infertilidade é um Problema Feminino

Enquanto muitas pessoas presumem que infertilidade é um problema feminino, na verdade, afeta homens e mulheres na mesma proporção. Em aproximadamente 40% dos casais que passam por isso, o homem é a causa ou o agente causador, de acordo com a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM). Por causa disso, avaliamos ambos por meio de um teste simples.
É importante para o homem e a mulher perceberem que infertilidade é um problema do casal, e que é necessário o esforço de ambos para resolver. Nós encorajamos nossos pacientes a apoiarem uns aos outros. Isso inclui ir à seminários, participar de grupos de suporte ou mudar hábitos alimentares e fazer exercícios juntos.
Mito: Infertilidade Não Afeta Mulheres de 20 Anos

Não consigo identificar quem é fértil e quem não é, apesar dos meus anos de experiência. Eu tenho pacientes que ficam surpresos quando recebem o diagnóstico; eles ficam frustrados porque cuidam de si, têm hábitos alimentares saudáveis, praticam exercício e visitam seus médicos regularmente. Mesmo que idade seja um fator de infertilidade, até mulheres de 20 anos podem ser afetadas.

Qualquer mulher que não conseguiu engravidar depois de um ano sem usar métodos contraceptivos, deve marcar uma consulta com um especialista. Para mulheres com mais de 35 anos, esse período é ainda menor – de apenas seis meses.  

Mito… e às Vezes Fato: O Que Você Come Pode Aumentar Sua Fertilidade

Não existe nenhuma comida mágica que resultará em gravidez. Entretanto, bons hábitos alimentares estão diretamente ligados à produção de hormônios. Pacientes com uma dieta balanceada, que inclui frutas, vegetais, proteína sem gordura e hidratos de carbono têm mais chances de ter uma ovulação mais previsível e aumentar os níveis de hormônio.

Uma das principais causa da infertilidade é uma condição hormonal no metabolismo chamada Síndrome dos Ovários Policísticos, que pode ser tratada com dietas e medicações. Essa síndrome afeta 10% das mulheres em idade reprodutiva. A RMACT tem duas nutricionistas na equipe, porque nutrição tem um papel de extrema importância no combate à infertilidade e no sucesso de uma gravidez saudável.

Na Maioria das Vezes, Fato: O Estresse Afeta a Fertilidade

Embora não haja registros clínicos para provar ou não a ligação entre estresse e infertilidade, não há motivos para não controlar o estresse.

Como se diz, o conselho mais frustrante é: “basta relaxar”. Infertilidade é uma doença que carece de tratamento médico, que inclui sessões de ioga, acupuntura, treinamento corpo e mente, grupos de suporte e consultorias. Tenho visto grandes mudanças em mus pacientes, que optam por este programa da RMACT.

Mito: Tratamentos de Fertilidade Sempre Incluem Fertilização In Vitro

Dependendo do diagnóstico, existem diversas opções que eu costumo recomendar para os meus pacientes. Algumas são não invasivas, como controlar diabetes ou usar remédios para fertilidade com relações sexuais agendadas. Outras são mais avançadas, como a inseminação intrauterina e a fertilização in vitro. Para pacientes que já abortaram diversas vezes, eu recomendaria um tratamento mais moderno chamado Seleção Abrangente de Cromossomos, também conhecido como SelectCCs.

Ao longo da última década, aconteceram avanços incríveis em nosso estudos sobre infertilidade e seu tratamento. Mas isso não significa que recorreremos, logo de primeira, aos mais avançados tratamentos médicos. Levando em conta fatores como idade e saúde em geral, o ideal é começar com um tratamento não invasivo e utilizar as técnicas de reprodução mais avançadas só quando necessário.

 

Este artigo foi escrito pelo Dr. Shaun Williams, especialista em fertilidade da Associação de Medicina Reprodutiva de Connecticut (RMACT). O Dr. Williams tem certificado OB/GYN e é endocrinologista reprodutivo que assiste pacientes com problemas de fertilidade em Trumbull, Danbury, Stamford e Norwalk. Ele também lidera a equipe FertiFamilia da RMACT, que inclui uma equipe bilíngüe (inglês e espanhol), com enfermeira, consultor financeiro e acompanhante. Para contratar Dr. Williams, ligue para 800-865-5431 ou entre no site www.rmact.com; se preferir em espanhol, clique na bandeira da Espanha em nosso site.

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