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Murphy: Dispensa de Vistos Gera Mais Riscos do que Refugiados Sírios

Este post também está disponível em: Inglês, Espanhol

 

Por Ana Radelat | CTMirror.com

Washington – O senador Chris Murphy é um dos vários legisladores que dizem haver poucos riscos para os Estados Unidos com o programa de reassentamento de refugiados da Síria, em debate após os ataques de Paris, mas existem vulnerabilidades na forma como turistas e outros visitantes são recebidos nos Estados Unidos.

Os legisladores querem mudar o programa de dispensa de vistos, que permite a visitantes de cerca de 40 países aliados venham para os Estados Unidos sem obter um visto, desde que eles fiquem menos de 90 dias. A lista inclui a maioria dos países europeus, além de Austrália, Chile, Japão e Coréia do Sul.

Uma alteração em discussão é que as impressões digitais dos visitantes sejam registradas antes de eles virem para os Estados Unidos, não quando chegarem.

Murphy, membro do Comitê de Relações Exteriores do Senado, disse que os Estados Unidos também devem pressionar a União Europeia para compartilhar informações sobre a sua lista de observação para que ela possa ser acrescentada na lista de vetados dos EUA.

“Eu acho que este é o momento de certificar de que a Europa seja séria em relação à sua lista de observação de uma forma que proteja os Estados Unidos através do programa de dispensa de vistos”, disse Murphy. “Nosso programa será melhor de acordo com nossa lista de vetados. E a nossa lista de vetados será melhor de acordo com as informações que os europeus nos cederem. Os europeus não têm sido tão generosos quanto poderiam ser.”

O programa de dispensa de visto foi criado em 1986 e traz quase 20 milhões de pessoas para os Estados Unidos a cada ano. É um acordo de reciprocidade com os aliados dos EUA, permitindo aos americanos viajarem para esses países sem a necessidade de visto.

Os senadores foram informados sobre o controle dos refugiados em 12 de novembro pelo Secretário de Segurança Interna Jeh Johnson. Mas Murphy disse que a questão dos vistos ocupou a maior parte da discussão.

A política dos EUA para reassentar refugiados sírios pegou fogo entre os republicanos no Congresso depois de governadores republicanos dizerem que não iriam permitir o reassentamento em seus estados. Os estados não têm autoridade para barrar pessoas que se encontrem legalmente no país, mas eles podem recusar-se a cooperar com os esforços de reassentamento.

Governadores republicanos estavam dizendo que um dos envolvidos no ataque de Paris pode ter se passado por refugiado sírio.

Apesar de uma ameaça de veto da Casa Branca e incertezas no Senado, os republicanos da Câmara planejam votar nesta quinta-feira um projeto de lei que impeça a entrada de refugiados sírios e iraquianos nos Estados Unidos, salvo se funcionários do governo dos EUA confirmem que eles não representam ameaça à segurança.

No entanto, alguns republicanos dizem que o programa de dispensa de visto apresenta mais riscos do que o programa de reassentamento sírio.

“Eu diria a você, do ponto de vista de ameaças, eu estou mais preocupado com o programa de dispensa de vistos hoje”, disse o senador Richard Burr, RN.C., presidente do Comitê Seleto de Inteligência do Senado. “Se eu estivesse na Europa e quisesse ir para os Estados Unidos, e se não estivesse em uma lista de observação ou de vetados… é provável que eu recorresse ao programa de dispensa de vistos antes de me apresentar como refugiado.”

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