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O Ano da Hat City

Este post também está disponível em: Inglês, Espanhol

 

Por Renato Ghio

Eu digo que 2016 será o ano da nossa cidade. É uma afirmação ousada, mas confio nela.

Os dados do censo divulgados no início do ano passado mostraram que as áreas metropolitanas em todo o país cresceram mais rapidamente do que o resto do país. As áreas metropolitanas cresceram mais rápido do que os EUA como um todo entre 2012 e 2013 (0,9 por cento em comparação com 0,7 por cento). E parece que essa tendência de crescimento dos centros urbanos é proveniente das gerações mais jovem. Na verdade, de acordo com a Nielsen Company, 62% da geração do milênio prefere viver em comunidades de uso misto encontradas em centros urbanos, perto de lojas, restaurantes e do trabalho. De acordo com um relatório do economista Joe Cortright do City Observatory, um grupo de pesquisa com sede em Portland, Oregon, o número de pessoas com formação superior com idades entre 25 e 34 que se deslocam para os centros das cidades americanas subiu 37 por cento desde 2000, mesmo quando as populações dessas cidades tiveram uma ligeira queda.

“Certamente existe um forte movimento em todo o município, em especial com o público mais jovem, que considera o núcleo urbano das cidades suas casas (literalmente)”, disse PJ Prunty, Diretor Executivo do CityCenter Danbury.

O que pode estar atraindo jovens, pessoas bem-educadas a esses bairros urbanos? A resposta é uma mistura de atividades comerciais e culturais, acessibilidade, poder usar bicicleta e um bom trânsito. Esses elementos estão aqui, no próprio centro da nossa Hat City.

“Este movimento proporciona uma excelente oportunidade em nossa comunidade de capitalizar com esta visível tendência. O centro de Danbury possui muitas das qualidades necessárias para este tipo de tendência, tais como fácil acesso ao transporte, grande acessibilidade a Main Street, juntamente com uma população muito diversificada”, observou PJ, acrescentando que, “É evidente que tais medidas já foram tomadas já que os 374 apartamentos de luxo localizados no Kennedy Flats começaram a serem alugados este mês, com mais desenvolvimentos acontecendo”.

Os problemas que nosso núcleo urbano enfrenta não são exclusivos; todas as cidades enfrentam problemas econômicos e sociais. Independentemente disso, o movimento de voltar para a vida urbana está acontecendo. Sim, há um longo caminho a percorrer. A mudança não acontece da noite para o dia, mas a bola já começa a rolar. Na verdade, no final de dezembro, os primeiros inquilinos não só assinaram um contrato de aluguel, como também mudaram-se para o Kennedy Flats. E quando as universidades estão em aula (Paul Mitchell, Naugatuck Valley Community College e Western Connecticut State University), os alunos criam mais agitação e movimento indo e vindo delas. O aumento do número de pessoas que vêm para o centro da cidade, significa que haverá maior demanda, mais lugares para ir e coisas para fazer a uma curta distância.

Eu afirmo, por que não ser proativo e fazer parte desse renascimento? É certamente arriscado, mas nunca houve um momento melhor na história recente para aproveitar as vitrines das lojas e espaço de escritórios do centro com aluguéis acessíveis. Nós mudamos o nosso escritório para o centro da cidade não para sermos parte de um “movimento” ou uma “tendência”, mas porque queríamos sentir a vibração urbana e o aluguel era justo. Quase quatro anos depois, ainda não acredito que esperamos tanto tempo para virmos para cá.

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