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Para Alunos Sem Fluência Em Inglês, Enormes Lacunas de Desempenho e Soluções do Estado – Parte 2

Este post também está disponível em: Inglês, Espanhol

Por Jacqueline Rabe Thomas

Traduzido por Frederico Alberti

Nota do editor: Este artigo foi originalmente publicado na CTMirror.org, uma organização independente, sem fins lucrativos e não-partidária, que faz a cobertura do governo, políticas e política pública no estado. Aqui, ele foi dividido em duas partes a fim de oferecer aos nossos leitores uma dimensão completa e detalhada sobre como o Estado lida, no sistema de ensino público, com os estudantes que não falam inglês. A “parte 1” foi publicada em nossa edição de 8 de abril.

Distritos escolares de Connecticut não possuem número suficiente de professores qualificados para os alunos que não dominam o inglês.

As faculdades de Connecticut formam apenas cerca de 42 pessoas a cada ano para preencher cerca de 800 vagas, de acordo com o Gabinete de Ensino Superior do Estado. Junte isso com a informação da Secretaria Estadual de Educação de Connecticut sobre a “significativa rotatividade de funcionários” e com o fato de que quase a metade dos professores bilíngues existentes estão se aproximando da aposentadoria, e assim, os distritos são deixados de lado e se esforçam para preencher as vagas.

“Nosso problema é que as pessoas escolhiam aulas bilíngues, mas não temos vagas”, disse Mike Meyer, que supervisiona programas de inglês para os alunos das escolas públicas de Stamford. Devido a este dilema e a um acordo do distrito firmado com o Departamento de Justiça dos EUA, Stamford reformulou seus programas para os estudantes de inglês, os quais constituem 12%.

Ao invés de cada escola ter cursos bilíngues para alunos de diferentes séries em uma só sala, o distrito os encaminha para escolas específicas para que fiquem em uma sala apenas com estudantes da mesma série.

Mas o distrito ainda não consegue encontrar todos os funcionários que necessita para ensinar a esses alunos. Stamford tem atualmente 24 vagas para professores de inglês.

Funcionários da Secretaria Estadual de Educação estão cientes dessa escassez.

“Sabemos que muitos dos nossos distritos querem ter a possibilidade de oferecer educação bilíngue”, disse Dianna R. Wentzell, que atuou como diretora acadêmica oficial da Secreteria de Educação antes de se tornar Comissária Interina de Educação.

“O melhor programa é aquele que você pode executar com segurança. Fazer um programa sem equipe suficiente não vai funcionar.”

Quando os distritos são incapazes de encontrar professores qualificados para esses alunos, funcionários da escola acabam contratando pessoas trabalhando para obter credenciais apropriadas, um substituto ou reorganizam seus programas.

Connecticut não exige treinamento específico de professores para educação de alunos de inglês, embora alguns o façam.

Encontrar professores é um problema nos distritos de toda a nação. Estudantes de inglês (ELL) “são desproporcionalmente instruídos por professores menos qualificados e muitos educadores tradicionais carecem de treinamento em métodos de ensino ELL”, informa a Comissão de Educação dos Estados, um grupo de estudos apartidário que acompanha as políticas de educação.

O painel preocupa com o impacto negativo dessa escassez que afeta os alunos.

Entre os estudantes de inglês do Estado, 37% progrediram desde a última avaliação e 43% atingiram proficiência durante o ano letivo de 2012/ 2013, informou a Secretaria de Educação. O estado também tem se empenhado para acabar com as lacunas de longa data nos avanços entre estudantes de inglês e seus colegas.

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