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Resultados Caem Após Alunos Fazerem o Novo e Mais Rigoroso Teste Padronizado

Este post também está disponível em: Inglês, Espanhol

Por Jacqueline Rabe Thomas | CTMirror

Traduzido por Frederico Alberti

Os resultados dos testes padronizados que pais estão acostumados a ver nas escolas de seus filhos caíram com a implementação de um teste mais difícil alinhado aos controversos padrões comuns essenciais do Estado.

Pontuações de testes realizados no último ano letivo, divulgadas em 28 de agosto, mostram que 39% dos alunos da rede pública de Connecticut passaram no exame de matemática do estado, uma queda significativa ante os 83% de 2013.

Em inglês, 55% dos estudantes foram aprovados no ano passado, contra 81% em leitura e 84% em escrita em 2013.

Funcionários da educação do Estado não estão surpresos, uma vez que eles alertaram que a queda aconteceria, como aconteceu em outros estados que mudaram para exames alinhados com os padrões comuns.

“Esses resultados não significam que os nossos alunos estão aprendendo menos, mas reflete que elevou a exigência”, disse a comissária de Educação do Estado, Dianna Wentzell. “Estas pontuações atenderam às nossas expectativas. No entanto, temos espaço para crescer e mais a fazer”.

O governador Dannel P. Malloy, cuja administração está sob fogo intenso dos sindicatos dos professores do estado em virtude do lançamento das novas normas e testes acadêmicos, reafirmou seu compromisso com a mudança.

“Temos uma crise na educação nos Estados Unidos, e isso porque há muito tempo as expectativas são muito baixas. Agora, temos uma mira a laser na preparação das crianças com as habilidades que necessitam para a faculdade e além dela… Isso porque estamos em um ponto de transição importante, e é por isso que criamos esta nova base sobre a qual mediremos a nós mesmos”, disse o governador democrata.

Mais Alunos Ignoram o Teste

O número de estudantes que decidiram não fazer os exames estaduais também subiu no ano passado, uma tendência chamada de “movimento opt-out.” A preocupação que eles estejam gastando muito tempo na escola com testes ou preparações para testes tem crescido entre os pais.

No estado, 4% dos alunos elegíveis não fizeram os exames no ano passado, um aumento de menos de 1% em relação a 2013.

O governo federal já avisou que os estados e distritos escolares podem perder financiamento se a participação em distritos individuais e escolas cair abaixo de 95%.

“É a responsabilidade dos Estados garantir que todos os estudantes sejam avaliados anualmente, porque isso dá educadores e pais uma ideia de como o aluno está se saindo e garante que as escolas estejam prestando atenção às populações tradicionalmente carentes,” disse a porta-voz do Departamento de Educação dos EUA, Dorie Nolt.

Em todo o estado, uma em cada sete escolas não testou 95% dos seus alunos e uma em cada 12 teve menos de 90% de participação, de acordo com dados preliminares divulgados em 28 de agosto.

Os dados mostraram que 132 escolas não tiveram 95% de participação entre alunos elegíveis para o exame de inglês e 144 escolas não cumpriram o limite para o exame de matemática.

Não está claro o que vai acontecer com essas escolas.

“O Departamento não teve de reter dinheiro ainda sobre este requisito, porque os estados resolveram devidamente a questão com as escolas ou distritos que avaliaram menos de 95% dos estudantes”, disse Nolt.

O New York Times relatou na semana passada que funcionários da educação de Nova York foram informados de que o financiamento federal não seria retido, mas Nolt disse que nenhuma decisão foi tomada ainda para Connecticut ou outros estados.

No dia do lançamento, Wentzell, chefe de educação do estado, foi vago ao descrever como o estado pretende abordar baixas taxas de participação nas escolas de Connecticut, e se o financiamento está em risco.

“Nós estamos trabalhando com os nossos distritos para garantir níveis semelhantes de participação”, disse ela. “Quando a análise final for feita, acredito, serão apenas alguns casos. Podemos precisar emitir ações corretivas mais graves.”

Testes Vistos Como uma Questão de Direitos Civis

As autoridades estatais dizem que, entre outras coisas, o teste é uma questão importante de direitos civis.

“Não há nada mais justo do que informação honesta sobre os avanços. Não podemos entregar o aspecto mais importante da equidade e direito civil do bom ensino público se não sabemos como todas as crianças no estado estão em relação a acesso e capacidade de aprender”, disse Wentzell.

À medida que mais pais do último ano letivo proíbem seus filhos de serem testados, grupos nacionais de direitos civis explicam como testes padronizados são importantes em destacar as disparidades no desempenho entre estudantes de minorias e seus colegas de classe.

Dados do Estado não mostram grandes disparidades em que grupos de estudantes faltaram ao teste. A taxa de participação oscilou em torno de 96% para cada grupo de alunos.

No entanto, há grandes diferenças de avanços na forma como diferentes grupos de alunos realizam os exames. Enquanto dois terços dos estudantes brancos passaram no exame de alfabetização, menos de um terço dos estudantes latino-americanos e negros passaram. Em matemática, metade dos estudantes brancos passou, em comparação com 13% dos estudantes negros.

Para Que o Teste é Usado?

Os funcionários do Estado planejam usar os resultados dos testes para identificar as escolas do estado com menor desempenho. Nos últimos anos, como o financiamento estatal adicional para a educação ficou disponível, essas escolas e distritos receberam quase todo o adicional.

“E nós precisamos mantê-lo”, disse Wentzell aos repórteres.

Os resultados dos testes também serão responsáveis ​​por quase um quarto da avaliação dos professores em dois anos letivos. Os professores serão avaliados pelo progresso dos alunos nos exames de ano para ano.

Sheila Cohen, presidente do maior sindicato de professores do estado, disse que o Estado não deve basear as decisões sobre os resultados desses exames.

“Os professores não acreditam que os novos resultados SBAC estaduais são um reflexo preciso do que os alunos de Connecticut sabem e são capazes de fazer. Todas as indicações são de que a SBAC não é apenas injusta e inválida, mas também é uma experiência fracassada”, disse ela.

“A SBAC nem é significativa na tomada de decisões críticas sobre estudantes, escolas e desempenho dos professores, nem é um indicador preciso pelo qual decisões sobre ensino individualizado do aluno, programas e financiamentos devem ser determinadas”, disse Cohen.

Os pais e funcionários do Estado não serão capazes de comparar facilmente os resultados de Connecticut com os de outros estados que também fazem a avaliação porque as autoridades da maioria desses estados se opuseram a ter uma base de dados central para fins de comparação.

Wentzell disse que ela aceita criar um sistema de modo que comparações possam ser feitas em todo o país.

“Alguns estados não querem a comparação, ela disse.” Nós não estamos tão preocupados com essa comparação.”

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