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Idosos Trabalham Duro Pelo Seu Dinheiro: 10 Milhões, Muitos de Outras Etnias, em Trabalhos Difíceis

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New America Media, Relatório de Notícias, Paul Kleyman

 

Um novo estudo estima que “10,2 milhões de trabalhadores com idades entre 58 e mais (43,8 por cento) trabalharam tanto em trabalhos fisicamente exigentes como com difíceis condições de trabalho” — com altas proporções de latinos e trabalhadores afro-americanos, bem como aqueles com rendimentos baixos, imigrantes ou níveis educacionais reduzidos.

Isso, dizem os autores do relatório do Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR), deve chamar a atenção de ambos os candidatos presidenciais conservadores e alguns especialistas em políticas liberais, que recomendam o aumento da idade para aposentadoria completa na Seguridade Social.

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“Forçar os trabalhadores mais velhos a trabalharem até mais tarde em suas vidas poderia representar uma dificuldade séria para os milhões de trabalhadores que realizam trabalhos fisicamente exigentes ou condições difíceis”, afirmou a co-autora Cherrie Bucknor do relatório em um anúncio da mídia.

Seis em cada 10 são latinos; metade negros, idosos asiáticos

Embora os resultados do estudo mostrem algumas melhorias em comparação com a pesquisa do CEPR cinco anos atrás, o novo relatório é decepcionante para cada grupo de trabalhadores com idades superiores a 58 anos. O relatório mostra que seis em cada 10 trabalhadores latinos mais velhos, quase metade negros e asiáticos, e quatro em cada 10 brancos estão realizando trabalho físico difícil ou estão em situações de emprego estressantes.

Para aqueles com educação inferior ao ensino médio, 81 por cento estavam em trabalhos opressivos — um aumento de 77 por cento em relação aos cinco anos anteriores. E 55 por cento dos imigrantes mais velhos estão em trabalhos fisicamente difíceis ou condições de trabalho duras.

CEPR analisou trabalhos físicos como dos trabalhadores das vendas de varejo, cozinheiros, empregados de restaurantes, auxiliares de saúde em casa, trabalhadores da construção e professores do ensino fundamental ou médio, bem como aqueles em ocupações que os colocam em situações de trabalhos difíceis. Muitos estão sob estresse contínuo, tais como trabalhos ao ar livre, às vezes em condições meteorológicas extremas, perto de contaminantes, em espaços de trabalho apertados ou perto de equipamentos perigosos.

Bucknor e seu colega Dean Baker, co-diretor do CEPR, enfatizaram que seus dados indicam que as propostas para aumentar a idade da reforma da Seguridade Social deixaria muitos trabalhadores com “sérias dificuldades trabalhando até mais tarde em sua vida”. Especialmente afetadas, ele escreveu, seriam as “minorias raciais e étnicas, trabalhadores com menos educação e baixos ganhos”.

Seu novo relatório, “Ainda Trabalhando Pesado”, argumenta que esta recomendação política por funcionários públicos de ambas as partes e alguns especialistas acadêmicos, “ignora o fato de que o aumento da longevidade desproporcionalmente aplica-se àqueles com rendimentos mais elevados, e que muitos trabalhadores não podem continuar a satisfazerem as exigências físicas de seu trabalho”.

Uma descoberta aparentemente positiva é que, desde a análise do CEPR de 2010, tem havido uma “redução significativa” na participação dos trabalhadores mais velhos em empregos com elevadas exigências físicas em comparação com o estudo anterior. O novo relatório acrescenta, porém que “esses declínios desproporcionalmente foram para trabalhadores mais bem educados e mais bem remunerados”.

Junto com uma parcela reduzida de trabalhadores mais velhos, cujos trabalhos os têm exposto a condições difíceis, tais quedas foram modestas entre os relatórios de 2010 e 2016 do CEPR.

Aumento de 20% desde a recessão

Bucknor e Baker continuam, o número real de trabalhadores aumentou substancialmente com o envelhecimento dos baby boomers, os trabalhadores mais velhos em funções que exigem mais fisicamente ou condições desafiadoras cresceram em apenas cinco anos 20 por cento — de 8,5 milhões para 10,2 milhões de pessoas. Uma média de 10.000 boomers atingem a idade de 65 todo dia.

O estudo, baseado em dados da Pesquisa da População Atual do governo dos EUA e a independente Rede de Informação Ocupacional, também descobriu que pouco mais da metade dos trabalhadores mais velhos do sexo masculino trabalham fisicamente ou em ambientes de tensão, em comparação com mais de uma em cada três mulheres trabalhadoras mais velhas.

Enquanto isso, entre os trabalhadores mais velhos com menores remunerações nos EUA, quase dois terços do grupo dos 20 por cento com os menores salários suportam ocupações extenuantes ou condições de trabalho tensas. E um pouco mais da metade dos próximos 20 por cento mais alto trabalham com o estresse físico. Os mais velhos trabalhando com níveis salariais médios, 44,2 por cento ainda suam para ganharem dinheiro.

O estudo concluiu: “Do ponto de vista de planos da Seguridade Social para aumentar a idade da reforma, estes dados indicam que muitos trabalhadores — especialmente as minorias raciais e étnicas, trabalhadores menos educados, e que ganham menos —enfrentariam sérias dificuldades, trabalhando até mais tarde em suas vidas”.

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